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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

18
Mar17

A amizade é um conceito complicado

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Quando somos mais novos, amigos não nos faltam. Seja na escola, nalguma atividade ou mesmo até na nossa rua, há sempre alguém para brincar. É fácil começar uma nova amizade com um simples "Olá, queres brincar?".

Coleccionamos amigos como quem colecciona cromos.

 

À medida que vamos crescendo, as amizades tornam-se mais complicadas. Muitas desaparecem sem darmos conta disso. Outras aparecem, do nada, e "esquecemos" as antigas. Os sentimentos tornam-se mais fortes, os desabafos mais frequentes e acabamos mesmo por deixar que essas pessoas entrem nas nossas vidas.

 

Continuamos a crescer. Mudamos de escola, vamos para a faculdade, arranjamos trabalho, e os supostos amigos vão ficando cada vez mais longe. Há alguns que, de tempos a tempos, nos telefonam, nos perguntam como estamos e prometem combinar um café. Alguns acontecem, outros não. Seguimos a nossa vida.

 

Mas, mais uma vez, chegam os 30. Chegam os problemas. Chegam os dramas. E onde estão os amigos nessas alturas? Pufff. Foram-se. São muito poucos aqueles a quem, realmente, podemos chamar amigos. Aqueles que achávamos que estariam sempre ao nosso lado, que ouvimos com atenção os seus problemas e demos conselhos, são os primeiros a abandonar o barco.

 

Restam os verdadeiros. Aqueles que sempre, mas sempre, lá estiveram - mesmo longe fisicamente - e nós nunca demos o devido valor. Ficamos até surpreendidos por aquela pessoa que nunca imaginamos, ser a primeira a nos dar a mão. É assim que se descobre os verdadeiros amigos, o verdadeiro conceito de amizade.

 

Descobri, aos 30, que tenho poucos a quem chamar amigos. Mas os que tenho, valem por mil.

Viva os 30!

 

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