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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

08
Out17

Deixa para trás o que não te faz falta

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Os 30 são uma idade em que, na melhor das hipóteses, já vivemos um terço da nossa vida. Pergunta filosófica: que balanço podemos fazer dessas trés décadas de vida?

 

 É uma pergunta difícil que nos coloca a pensar. Pensar sobre o passado, o presente e o futuro. Pensar sobre o que queríamos e não conseguimos, o que sonhávamos e hoje vemos cada vez mais longe de acontecer. Pode ser doloroso mas, por vezes, é a forma de mudarmos a nossa própria forma de pensar.

 

No meio deste percuso, muito nos acontece. Conhecemos pessoas novas, fazemos novas amizades, começamos a trabalhar num sítio novo, começamos a namorar, e por aí fora.

 

Mas, o que fica disto tudo, na verdade? Muitas vezes deparamo-nos com situações para as quais não estávamos, de todo, preparados psicologicamente. Seja um amigo que nos abandona quando mais precisamos, seja um chefe que nos insulta, seja um trabalho mal remunerado, seja um amor não correspondido.

 

Em três décadas passamos por tanto, por tantas mudanças, por tantas viragens na vida que, por vezes, chega a uma altura em que temos de decidir se nos mantemos arragados aos sentimentos do passado ou se os deixamos para trás e seguimos a nossa vida.

 

Manter os problemas, desgostos, desejos de vingança,raivas ou ódios do passado na nossa mente e no nosso dia-a-dia só nos levam a problemas. Sejam problemas psicológicos, como depressão, seja problemas físicos, muitas vezes decorrentes desses mesmos pensamentos que nos assolam a mente diariamente.

 

Deixar para trás o que já não nos faz falta, deixar para trás o passado, as mágoas, as tristezas, as dores, é a melhor forma de continuarmos neste mundo. De que nos servem tais rancores? Ao alimentá-los, só lhes estamos a dar mais força e a não deixar que a vida continue, porque nos mantemos presos ao passado.

 

Por isso, deixemos para trás o que não nos faz falta, aqueles amigos que não nos ajudam realmente, aquele trabalho que correu menos bem, aquele amor que nos deixou marcas. Nunca esqueceremos, mas temos de perdoar e aceitar que nem toda a gente é como imaginamos. Que nem tudo vai correr sempre da forma que queremos.

 

Aceitar isso é dar um passo gigante na nossa forma de viver e de ver o mundo que nos rodeia. A partir do momento que isso acontece, a felicidade está mais próxima.

 

 

 

 

 

 

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