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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

10
Out17

Nunca conhecemos verdadeiramente os outros

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Quem pensa que conhece uma pessoa engana-se. A vida encarrega-nos de mostrar, seja de que forma for, que não conhecemos nunca verdadeiramente ninguém.

 

Podemos estar com alguém durante anos, podemos conhecer muito bem todas as expressões dessa pessoa, mas há sempre alguma coisa que nos escapa. Assim como nós guardamos certas coisas apenas para nós próprios, não podemos acreditar que os outros não façam o mesmo.

 

 

Mas, às vezes, são as pessoas que menos esperamos que nos surpreendem com histórias de vida verdadeiramente arrepiantes. Quem olha para um amigo e vê o seu sorriso fácil, a sua bondade ou a sua humildade não sabe o que está por detrás disso tudo. Não imagina o que essa pessoa passou na sua infância ou adolescência. Quais os problemas, traumas ou inseguranças que carrega consigo.

 

Nem sempre descobrimos isso, mas quando tal acontece, parece que vemos a pessoa de outra forma. E não, não devemos ter pena. Principalmente se essa pessoa for bondosa, respeitadora e educada. Devemos sim ver isso como uma lição de vida.

 

Quantas crianças têm tudo e mais alguma coisa e, ao chegarem a adultos, tornam-se pessoas egoístas, manipualdoras, mimadas e arrogantes? E quantas crianças que viveram na pobreza, com maus-tratos, sem carinho nem brinquedos, se tornaram pessoas genuínas, altruístas e trabalhadoras?

 

Claro que não podemos nunca generalizar, mas devemos sim pensar que, se calhar, são as dificuldades que, por vezes, nos tornam pessoas melhores.

 

Nunca conhecemos verdadeiramente os outros, mas podemos tentar fazer um esforço para o fazer.

 

 

 

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