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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

17
Mar17

O começo

 

Tudo começou como uma ideia genérica. Uma forma de extrair da minha cabeça aqueles pensamentos que se apoderavam nas piores alturas possíveis.

 

Com quem falar? A quem explicar o que nem nós próprios conseguimos explicar?

 

Chegar aos 30 não é fácil. O caminho que nos leva até lá deixa marcas profundas que, por vezes, nem nos apercebemos. Para alguns é apenas um número, para outros é um marco. São três décadas neste mundo do qual ainda tanto desconhecemos.

 

Há outros seres espalhados por esse universo fora? O karma existe mesmo? Os fantasmas são reais? O Donald Trump conseguiu, mesmo, chegar à presidência dos Estados Unidos?

 

São estas, e outras questões, que me assolam, assim todas juntas, ao mesmo tempo, dentro de um cérebro cansado de três décadas de vivência. São questões como estas que espero partilhar com o mundo, ou com aqueles que se identificarem com tais problemas.

 

Hoje, com 30 anos, lembro-me do que pensava aos 18. Sair de casa cedo, viver sozinha, aproveitar ao máximo o que a vida tinha para me dar, trabalhar no que sempre quis, viajar pelo mundo, quem sabe casar e até ter filhos. Olho para trás e penso o quanto ingénua era.

 

Não tenho emprego estável, continuo a morar com os meus pais, não me casei (apesar de ter uma relação estável), não viajei nem um terço do que pensei, nunca experimentei estudar no estrangeiro, nunca experimentei uma data de coisas com as quais sonhava acordada.

 

Se me sinto revoltada? Sinto. Se sinto que ainda é possível? Talvez. Mas chegar aos 30 é saber que um terço da nossa vida já passou, e olhando para trás, acho que nada fiz de relevante.

 

Desculpem se cansei com tanta lengalenga sem sentido, mas é mesmo assim que a minha cabeça funciona. Vão acabar por se habiturar. Prometo.

 

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