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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

19
Mar17

O Dia do Pai

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Foi preciso chegar aos 30 para o Dia do Pai mexer comigo. Não me recordo de alguma vez o ter festejado. Sei, porque há provas cá em casa, que na escola fazia aqueles trabalhos manuais e os entregava neste dia. Um deles ainda permanece por aqui, à vista de todos mas, ao mesmo tempo, esquecido.

No Facebook a minha timeline enche-se de fotos engraçadas entre pais e filhos, declarações de amor e explicações pormenorizadas das atividades feitas em conjunto neste dia.

Por aqui, não há dessas coisas. Tenho pai, vivo, que vive na mesma casa que eu, mas não me lembro da última fotografia que tiramos juntos. Talvez há 20 anos atrás? Talvez...

Tais pensamentos raramente me assolam, mas hoje, vá-se lá saber porquê, confesso que estou um bocadinho para o sentimental. Nunca tive uma família dita normal, e nunca achei que tal facto me incomodasse. Mas começo a perceber que, se calhar, não é bem assim.

Há pais que o são, há outros que não o são, de facto, mas fazem de tudo para o ser. E depois há o pai ausente, aquele que é, que está por cá, mas que nunca está. Sei que o sentimento existe, mas a presença seria importante... não só neste dia, mas em vários, em vários momentos. Podemos pensar que com a idade precisamos menos dos pais, mas parece que, pelo menos no meu caso, os trinta estão a deixar-me "estranha".

O meu Dia do Pai, foi como os de sempre. Mandei uma sms a desejar um Feliz Dia do Pai àquele que, poderei, ou não, encontrar cá por casa hoje, e deixei uma lembrança no quarto. Tenho a consciência tranquila, e só espero que, um dia, possa festejar o Dia do Pai no seu total significado, seja com o meu pai, ou com o pai dos meus filhos.

 

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