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Começar do Zero (Após os 30)

Começar do Zero (Após os 30)

02
Jul17

O início no reiki

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Os trinta são, sem dúvida, um momento de mudança. Demorei a perceber que algo tinha de ser feito, que sozinha não ia lá, mas, a partir do momento que o fiz, sei que foi a melhor coisa. Em abril decidi-me pelo reiki, após muitas pesquisas, prós e contras, dúvidas e inquietações.

Não será melhor ir pelos meios tradicionais? Não será que um psiquiatra me poderá ajudar mais? Mas vou ter de andar "drogada", tomar mais medicamentos, perder momentos e talvez andar anos a tratar disto. E os custos associados? Como manter essas despesas?

Tudo isto eram questões que me assolavam a mente, e todas elas desapareceram quando me saltou à vista o reiki. Os custos eram muito, mas muito menores, não envolvia medicamentos, não envolvia nada além de uma simples consulta as vezes que achasse necessárias e, além disso, abordava outros assuntos que sempre me interessaram, como a energia à nossa volta, o karma e uma forma de ver a vida mais saudável.

Mas será que funcionava comigo? Nada como experimentar.

 

Após muitas pesquisas, lá fui eu a uma sessão. Posso dizer que odeiei. Estava mortinha para sair dali. Supostamente era para relaxar durante a sessão, há até quem adormeça, mas eu nem sequer conseguia fechar os olhos. Tive crises de ansiedade, sentia-me mal e só queria que acabasse. E o problema foi chegar a casa e cair que nem uma pedra. Estava pior do que antes. Sabia que isso podia ser um dos sintomas de quem faz a primeira sessão de reiki, mas algo me dizia que não era esse o caso.

Felizmente, outra pessoa entrou na minha vida e decidi experimentar com essa pessoa. Ia apreensiva, com receio, e decidida a que se voltasse a sentir o mesmo, teria de considerar outra solução. Mas nada me preparou para o que aconteceu. Consegui relaxar, quase me senti a adormecer, nada de crises, olhos bem fechados e uma sensação de leveza que fez com que ficasse ainda uns bons minutos à conversa com a pessoa depois da sessão acabar.

Saí de lá feliz, calma, sem qualquer sintoma de ansiedade e com uma ideia totalmente diferente do reiki. Aquilo funcionava mesmo!!!

O único senão foi o que me disseram. O ter a certeza do que já sabia que se passava comigo e que seriam necessárias várias sessões para sentir realmente melhorias. Contudo, havia uma forma mais simples e com menos custos. Iniciar-me no reiki.

Pensei bastante, considerei novamente os custos, visto que o local não é propriamente perto, mas algo dentro de mim me dizia que era por ali que tinha de ir. E que estes obstáculos eram precisamente para me testar, para ver até onde ia a minha força de vontade de mudar. Porque a fazer, tinha de ser ali. Eu sabia.

E decidi. Iniciei-me no Reiki nesse mesmo mês e muito mudou após isso. A minha forma de ver a vida não mudou totalmente, apenas se aprimorou. Os meus hábitos mudaram, comecei a ter momentos só para mim e para me dedicar a esta nova parte da minha vida e sentia-me bem. Houve dias complicados, principalmente durante os 21 dias após a iniciação no Nível I, mas as mudanças eram visíveis e estava realmente a compensar.

Claro que à minha volta, os que souberam desta nova etapa, nem sempre foram recetivos. Uns apoiaram, apesar de não entender bem, outros diziam que estava maluca. Mas nada disso me importou. Quando meto uma coisa na cabeça levo-a até ao fim e assim foi com o reiki.

Terminei o nível I e comecei poucos dias depois no nível II, com a aprovação de quem me segue. O Nível I não me chegava, queria mais. E assim foi. Descobri novas coisas, novos sentimentos, novas reações e principalmente novas formas de lidar com os problemas e com as pessoas que me rodeiam.

Se nunca tivesse tido a coragem de testar novamente uma sessão, nunca teria seguido o Reiki. E aprendi depois que é assim mesmo que funciona. Que temos de ser nós a escolher a pessoa que nos vai acompanhar, e a primeira a que fui não era, de todo, a indicada para mim.

Há bons e maus profissionais em todo o lado, há energias positivas e negativas também. Não sei qual das duas foi comigo. Mas sei que aprendi. E é essa aprendizagem que quero deixar a quem estiver a ler.

Se alguma vez escolherem o reiki, seja por que motivo for, vejam como se sentem com a pessoa e, principalmente, informem-se do que é realmente o reiki, porque há muitos por aí que afirmam fazer mas não passa de treta ou de mistura de outras coisas.

O Reiki não é uma religião, não é uma seita, não envolve rituais nem decretos, não envolve santos nem nada ligado a crenças, não é magia, não é invadir a privacidade e intimidade da pessoa e, principalmente, não é uma invenção para ganhar uns trocos. O reiki, o verdadeiro, é algo de incrível, inexplicável até, mas lindo. Acho que não consigo explicar de outra forma... e acredito que em breve terá o reconhecimento que outras medicinas holísticas já têm...

 

 

 

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